terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Justificativa!!!!

Alô povo! Sei que estou a um tempão sem postar e que o blog está abandonado, bagunçado, precisando arrumar algumas coisas no html, na organização. Mas acreditem, ele não está abandonado, as traças, desabitado e deserto como a velha Silent Hill. Por traz dele tem uma mente inquieta trbalhando para organizar sua vida!!!! Por favor, não me abandonem! Estou sem tempo para postar, mas ainda estou vivo. Esse post é para justificar e para avisar que ainda ficarei sem postar por um tempo. Mas não desisti do projeto heim!!!!! A vida está corridaça  aqui na cia de teatro, fim de ano é tenso. Estamos trabalhando pra caramba!!!

Sigam o blog da cia, assim vocês poderão acompanhar a correria de lá e imaginar, mais ou menos, quando é que vai sobrar um tempo para o Santo.

Abraços a todos e lembrando...

NÃO ESQUEÇAM DE MIM, POR FAVOOOORRRRR!!!!!!!!




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Corre Corre na vida do humilde mangaká!

Estou a um tempo sem postar nada e o mangá meio paradinho. A correria de fim de ano é tensa, principalmente na minha profissão. Não gente, não falo da minha singela carreira de mangaká, mas sim da Cia de Teatro! Amo desenhar, mas a carreira que escolhi para seguir e ganhar a vida se passa no palco, portanto tenho o dever de dedicar mais do meu tempo a ele.
Foi difícil escolher uma carreira! Quando adolescente eu me identificava com diversas linguagens da arte, música, teatro, desenho. Me aprofundei um pouco em cada uma delas. Imaginem meu desespero na hora de escolher uma faculdade! IIrrrrggg!!! Música?? Cênicas??? Plásticas????? Acabei cursando Artes Visuais na minha cidade mesmo!
Souza e eu!
Fiz violão clássico por um tempo, compus pra caralho, toquei em concertos, participei de festivais de MPB. Já ganhei um dinheirinho tocando em barzinho e já toquei ao lado de grandes figuras, como o grande Souza, digníssimo chorão, violonista de 7 cordas, grande amigo do já falecido Nelson Gonçalves. Meu sonho por muito tempo era me tornar um violonista respeitado, mas o tempo passa, as coisas mudam. Acabei conseguindo me virar melhor com o teatro. Falo sobre sobrevivência, quem trabalha com arte sabe do que eu estou falando!!
Na universidade participei de um grupo de teatro que me ajudou nos primeiros passos. Me formei em Artes Visuais já contratado por uma companhia de teatro profissional. Viajei, apresentei, estudei pra caramba também!! Fiz curso em tudo que é lugar, com companhias de teatro conceituadas das mais variadas linguagens. Dois anos depois da faculdade tirei a DRT de ator, que é o registro que me torna profissional na área.
De tudo isso, o que mais ficou de lado foi o desenho, tadinho dele. Fiquei só com o eco do meu professor de desenho da faculdade, me falando sobre dar oficina de quadrinhos, me falando sobre Lobo Solitário, sobre Vagabond. Tive a sorte de ter como professor de desenho, um grande quadrinista e ilustrador curitibano, Edney Cavichioli (visite o seu blog aqui), que me deu um grande apoio quando eu falava de ser quadrinista, enquanto os outros olhavam e diziam: Quadri o que????
Pois é, mas o fato é que não consigo viver sem essas coisas. Posso passar tempos sem desenhar, mas uma hora ou outra parece que a nave mãe chama! Mesma coisa com a música, que agora é a escalada para aguardar na gaveta.
Já trabalhei fazendo charges para Jornal, fazendo murais, retratos, caricaturas, ilustrações das mais variadas formas, mas nunca consegui encontrar no desenho um meio definitivo de sobrevivência. Então vou levando assim, nas brechas, nas beiradas e o mangá vai tendo que esperar.
Desculpe as pessoas que esperam ansiosos, que mandam recados no Facebook perguntando como está o primeiro capítulo. Ele vai ter que esperar um pouco. Mas ainda, de vez em quando, vou dando as caras por aqui, portanto não deixem de seguir o blog, mesmo se eu sumir por um tempo e continuem divulgando, que essa ajuda é essencial para eu continuar produzindo!
Grandes abraços e até a próxima!!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fazer Mangá no Brasil: Repudiação da Nacionalidade?

Me chamo Fábio Rodrigo Beckert, nasci no dia 05 de novembro de 1985, às dez horas, no município de Rio Negro, interior do Paraná, onde fui criado. Minha família descende de alemães, italianos, portugueses (muito comum na nossa região), negros e índios, o que me faz, apesar do sobrenome alemão, ter a pele cor de cuia e cabelos e olhos negros. Sou artista, blogueiro, boêmio, meio hippie e tenho o sonho de ainda conhecer cada canto do Brasil e absorver um pouquinho da cultura de cada lugar. Nas minhas horas vagas, leio, desenho e produzo MANGÁ.

Parece meio atritante e sem sentido. Quando se fala em mangakás brasileiros, otakus e otomes, logo se imagina aquela pessoa, em geral adolescente, que absorve a cultura japonesa de todos os lados: músicas, filmes, animações, livros, quadrinhos, moda, que vive num modo de vida quase japonês, sonha em um dia morar lá e se lamenta por não ter nascido em terras nipônicas. Embora em algumas vezes isso seja uma realidade, não podemos transformá-la numa regra. Sou muito nacionalista e defensor da produção artístico-cultural brasileira, sou fã de Chico Buarque e Tom Jobim e considero a literatura brasileira simplesmente fantástica.
Mas então porque diabos faço tanta apologia a cultura japonesa produzindo mangá? Porque tenho um blog para otakus e não um blog falando sobre cultura e arte brasileiras? Para compreender isso melhor, o primeira passo é voltar a minha infância.


MOMENTO BREVE AUTO-BIOGRAFIA

Sempre gostei de desenhar. Quando pequeno, lá pelos quatro, cinco anos de idade, eu gastava cadernos e cadernos com desenhos. Em torno de uns dois daqueles brochura pequeno, 60 folhas, por semana. Detalhe: o que eu mais gostava era de reproduzir as histórias dos filmes e desenhos que eu assistia. Cada página do caderno era, digamos, um "quadro" da história. Quando minha mãe começou a reclamar que eu gastava muitos cadernos desenhando "um cocozinho de mosca" por folha eu comecei a dividir a página em dois quadros, depois em quatro, depois em seis. Pronto, eu havia inventado a HISTÓRIA EM QUADRINHOS!!! Hahahaha!!! Pena que ela já havia sido inventada antes por outra pessoa e muito bem utilizada por grandes figuras como Maurício de Souza, por exemplo.
Cresci lendo as histórias da Turma da Mônica e gostava muito. Nunca gostei dos quadrinhos da Disney. Não me identificava com as histórias do Mickey, do Donald, parece que eram muito distantes da minha realidade, ao contrário das histórias do Maurício. Até cheguei a mandar cartinha pra editora, mas nunca publicaram meus desenhos e nem minhas histórias, snif, snif...
Quando cresci, lá pelos dez, onze, doze anos de idade, os temas dos meus desenhos começaram a mudar um pouco, lógico, mas sempre seguindo a linguagem dos quadrinhos. Eu criava histórias de heróis, de conspirações mundiais, e até mesmo de pessoas normais fazendo coisas cotidianas, como historinhas de amor e esse tipo de coisa. Apesar de gostar de criar histórias de heróis, nunca gostei das HQ's americanas. Achava a abordagem em torno do íntimo dos personagens muito superficiais. Eu não conseguia me sentir como aquela personagem e, por consequência, não entendia como ela se sentia. Faltava sentimento, faltava emoção, faltava verdade.
Então descobri um anime chamado Yu Yu Hakusho! Eu nem sabia que era japonês e que era proveniente de uma história em quadrinhos, mas me encantei com a maneira com que era valorizado os sentimentos e as emoções das personagens na trama.
Me apaixonei! Comecei a desenhar os personagens nos cadernos de escola, comecei a criar histórias com os personagens nos meus quadrinhos e comprar revistas sobre o anime. Só então comecei a compreender mais sobre o assunto, entender as diferenças entre o desenho oriental e ocidental e assistir mais animes diferentes.
Yusuke e Keiko, de Yu Yu Hakusho
Imaginem minha loucura quando descobri que esses animes vinham de uma história em quadrinhos, o tal Mangá! Parece que para mim o ciclo havia se fechado! Defini meu estilo! Só desenhava mangá! Criei diversas histórias, algumas se passando no Japão, algumas no Brasil, algumas em terras de fantasia.
Meio que paralelo a isso, eu descobria no vídeo game os fantásticos RPG's Japoneses, por caminhos diferentes, mas que no fim resultaria em uma só influência, que também me chamavam a atenção por serem games que focavam muito no íntimo dos personagens.
O íntimo psicológico dos personagens sempre me interessou. Talvez por isso, já no Ensino Médio, me interessei e pelos estudos e pesquisas do trabalho do ator, aí acabei me dedicando e envolvendo mais com o teatro do que com o desenho e seguindo definitivamente essa carreira quando entrei para uma companhia de teatro profissional, mas isso é assunto para uma outra "auto-biografia" fora desse blog...


FAZER MANGÁ NO BRASIL É FAZER APOLOGIA A CULTURA ESTRANGEIRA E ABRIR MÃO DA NOSSA IDENTIDADE?

Homem Aranha Indiano:
Mistura de culturas
Certamente o "estilo mangá", com olhos grandes, nariz empinadinho, rostos esguios e cabelos espetados são inconfundivelmente de identidade japonesa. Impossível produzir nesse estilo sem fazer apologia a cultura oriental, mas não precisamos perder a identidade brasileira com isso. Uma coisa independe da outra.
Após meu envolvimento com o teatro e outros artistas, eu já tive uma fase muito xenofóbica, só ouvindo músicas puras brasileiras, lendo coisas exclusivas da nossa literatura e repudiando tudo que vinha de fora, inclusive o único estilo no qual havia desenvolvido habilidades pictóricas, o mangá.
Hoje vejo isso como uma coisa negativa. Acho que devemos ver o mundo como um todo e não dividi-lo em nações, independente de onde você seja, como é a sua cultura ou a política do seu país. Lembrando que essa "divisão" é maior responsável pelas guerras (meio que sigo a filosofia de John Lennon: Imagine que não há países... Imagine todas as pessoas dividindo todo o mundo). Por isso não vejo problemas em fazer apologia a outra cultura. Se, para o bem da minha trama, a história tiver que se passar em outro país, como Argentina, por exemplo, se passará sem problema algum e sem perder a identidade por isso.
Mangá, hoje, já caracteriza-se como um estilo de traço e de condução do enredo, que originou-se no japão, mas ganhou o mundo, assim como o macarrão, que veio da China, mas todo o mundo têm a liberdade de criar suas próprias receitas utilizando a massa.
Mangá do Mickey Mouse
Quem faz mangá no Brasil não está necessariamente abrindo mão da nossa identidade por produzir uma história em quadrinhos em estilo japonês. Minhas histórias, por exemplo, são criadas no Brasil para brasileiros, por isso se passa no nosso país, por isso tem personagens nacionais, por isso escrevo em português, por isso sigo o sentido ocidental de leitura.
Acho que a arte tem que ser, acima de tudo, sincera. Se esse é o estilo do seu traço e da sua história, isso não te faz menos brasileiro, assim como não te faz ser menos brasileiro gostar de Rock'n'Roll, estilo musical surgido nos EUA. Mas uma coisa fica difícil de concordar, quando as pessoas abrem mão da cultura onde vivem e lamentam não terem vindo de outro lugar. Tem que haver sim uma valorização da tua cultura, dos teus costumes, mas sem achar que a cultura de um lugar é superior a de outros. Diferente sim, superior não.



Sou descendente de alemães, italianos, portugueses, negros e índios. Essa mistura me faz ser BRASILEIRO. O Brasil é isso: uma amostra do mundo todo reunida num só lugar, em um lugar que acolhe, que abriga, independente se você é preto, branco, amarelo ou cor de cuia. Um lugar que lê quadrinhos do Mickey, come macarrão, toma Chopp no fim de semana e ouve Rock'n'Roll.

Sendo assim pergunto: desenhar mangá no brasil me faz menos brasileiro?



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Inspirações de um Mangaka e uma breve despedida!

Como estamos no final do ano e como se sabe, viver de arte não é nada fácil, faço essa postagem agora, no início de outubro, incerto de quando terei tempo para fazer a próxima. Final de ano é época de estocar comida para janeiro e fevereiro. Artista não tem quem pague suas férias, seu décimo terceiro e essas coisas. Então é no método formiguinha mesmo, mas usando os dons da cigarra! A coisa está ficando apertada e cada vez mais corrida e como o mangá não é o que gera meu sustento, vou ter que dar um tempinho!!! Mas juro que, mesmo sem postagens, estou trabalhando na finalização da 1ª edição (entre uma apresentação e outra, hehehe). Portanto, não deixem de divulgar o blog, de indicar e de comentar os posts. Cada dia que passa estou conseguindo mais e mais visualizações e isso me deixa muito feliz! Não quero que esse fluxo de pessoas que visitam meu blog diminuam!!!!
Bem, para encerrar e atendendo os pedidos daqueles que sempre me perguntam onde estão minhas inspirações para minhas histórias, posto aí a foto de uma das maiores delas hauhauhauhauhauahu
Kissus a todos e até breve (espero).




Sake - Umas das maiores inspirações dos mangakas!!

sábado, 29 de setembro de 2012

Agora sim, Anna!

Agora sim, desconsiderem aquela outra ilustração da personagem Anna, essa é definitiva, exatamente como ela está no mangá! E com um pouquiiiinhooo mais segurança no PhotoShop (bem, Corel PhotoPaint).
Lembrando que aquela primeira ilustração de Anna foi resultado da primeira vez que fiz coloração pelo PC. Até então só havia finalizado a mão mesmo, mas como quero fazer as capas coloridas preciso aprender. Outro detalhe que preciso lembrar é de esse blog tem a finalidade, além de postar os mangás,  de registrar o processo de criação. Por isso nem todos os desenhos postados aqui eu considero "perfeitos", mas sim, frutos de testes, experiencias e alguns acertos, sem vergonha de mostrar meus erros também!!! Bem, tá aí a Anna e o processo de criação dela!!! Kissus a todos!!!
Anna - Santo

Finalizando com a caneta de nankin
Limpando as linhas de construção de lápis

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Capa da 1ª edição e agradecimentos!

Não resisti! Está aqui a capa da 1ª edição de Santo. Eu só ia postar quando todo o capítulo estivesse pronto, mas como ando meio sem tempo acho que vai demorar um pouquinho para eu finalizá-lo. Uma novidade é que resolvi assinar o mangá com meu nome mesmo, não o pseudônimo, porque, depois de pronta a capa, achei que o nome tinha mais impacto que Lufraec.

Gostaria de aproveitar também a postagem para fazer alguns agradecimentos:

A Luana Maria: http://anima-lost.blogspot.com.br/
e também a Guida: http://mangablog-guida.blogspot.pt/
Que fizeram uma postagem especial nos seus blogs sobre santo, ajudando também a divulgar!
Obrigado gente, de coração!

Queria agradecer também o amor da mina vida, minha querida, amada Cabecinha de Borboleta: http://caixinhadefutilidades.blogspot.com.br/
Que além de ajudar a divulgar e me dar um super apoio no mangá, também está assinando o desenho dos cenários no mesmo (sim, consegui convencê-la).

Valeu gente.

Mais uma coisa! Não sei quando voltarei a postar novamente, mas estou produzindo tá. Já tenho algumas páginas finalizadas, mas como não trabalho exclusivamente com isso, fica um pouco difícil tirar tempo para o desenho de vez em quando.
O projeto continua.
Ajudem a divulgar, ajudem a espalhar a ideia (podem inclusive usar a imagem da capa abaixo para isso) que em breve volto com novidades!!!!
Está aí a capa, espero que gostem!!!!!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Dr. Eliot Hunter, antagonista de Santo

O desenho do cabeçalho é do excêntrico Dr. Eliot Hunter, que apesar da face doce e triste que carrega, é o antagonista (se é que podemos assim o chamar) da história.
Ainda estou meio perdido na finalização com o PHOTO-PAINT. Perco muito do meu traço quando passo para o PC. Mas enfim, vou aprendendo devagar, mesmo preferindo finalizar só a mão mesmo. Nesse desenho do Dr. Eliot, fiz o esboço a mão, finalizei no Mangá Studio EX 4.0 e colori com o Corel PHOTO-PAINT X6. Um grande problema também é que não tenho tablet nem mesa digitalizadora, então fiz a arte no TouchPad no notebook mesmo!!! rrrsss Por isso o traço ficou assim caquento!!! Mas, melhorando devagariiiiiinnhhoooooo.....
Aah. O cabelo dele era pra ser amarelo, mas não consegui colocar sombras em cima dessa cor. Se alguém souber o porque, deixa um comentário me explicando, por favor.
Abraços a todos!

Desenho feito a mão
Finalizado no Mangá Studio (no TouchPad)

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